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Reportagem publicada pela revista Istoé, em 1999.
Nova tristeza - Melancolia é o tom do grupo escocês Travis
Ficar conhecido como causador de chuvas não é um bom cartão de visitas para um grupo de rock. Mas no caso do quarteto escocês Travis, nova sensação do pop britânico, a pecha se transformou em ótima publicidade. Nos festivais europeus de verão não foram raras as vezes nas quais, ao tocarem o belíssimo lamento Why does it always rain on me? (Por que chove sempre em mim?), pingos d’água começaram a cair do céu.

O hino melancólico, que na Europa empurrou a vendagem de dois milhões de cópias do segundo CD The man who – lançado agora no Brasil com um ano de atraso –, é uma canção feita na medida para arrebatar legiões de descontentes. Algo que não se via desde o desaparecimento dos também britânicos The Smiths, nos anos 80. Sensibilidade de poeta e voz escolada nos gemidos de John Lennon e Neil Young, o compositor e vocalista Fran Healy, 26 anos, diz que uma música é boa quando “arrepia os pêlos do pescoço ou enche os olhos de lágrimas”. E música boa, como as beatlemaníacas As you are e She’s so strange, é o que não falta nas 11 faixas de The man who, título tirado do livro O homem que confundiu sua mulher com um chapéu, do neurologista Oliver Sacks.
Formado em sua maioria por baladas folks sobre amores perdidos, momentos de insônia e divagações próprias da juventude, o ótimo trabalho do Travis conquista de primeira. Crédito para as guitarras melodiosas, os belos arranjos de cordas e teclados, e especialmente para a sinceridade que Healy imprime nas canções. Formado em artes plásticas como o restante da banda, o vocalista cinéfilo dedicou o trabalho ao diretor Stanley Kubrick, morto no ano passado. Apesar das referências intelectuais, a banda incluiu nos seus shows o sucesso Baby one more time, da Sandy inglesa Britney Spears. Vale pela provocação.
Escrito por Veridiana às 21h21
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Reportagem publicada no site Terra, em Outubro de 2003.
A banda de rock escocesa Travis quase se desfez depois de atingida por um desastre. Agora, porém, seus integrantes não vêem a hora de tocar para mais de 1 bilhão de fãs.
Esse é o público potencial que deve assistir à cerimônia de entrega dos MTV Europe Awards, em novembro. É um retorno dos sonhos para a banda que liderou as paradas e, depois da catástrofe, conseguiu dar uma volta por cima completa.No verão passado, seu baterista, Neil Primrose, mergulhou na piscina de um hotel na França, bateu a cabeça no fundo e quebrou três ossos do pescoço. Os médicos que o atenderam acharam que ele nunca fosse trabalhar outra vez. Seus colegas de banda - Fran Healy, Andy Dunlop e Dougie Payne - ficaram arrasados. Mas Primrose teve uma recuperação notável. Três semanas depois do acidente, já estava diante da bateria outra vez. Enquanto ele foi convalescendo lentamente, a banda, que já se aproximava do esgotamento de qualquer maneira, tirou seis meses para descansar.
Agora Healy tem energia de sobra para gastar. Em entrevista que concedeu à Reuters, ele lamentou o fato de a indústria da música ser administrada por executivos e criticou o envolvimento da Grã-Bretanha no Iraque. Para expressar essa crítica, a banda lançou a canção de protesto Beautiful Occupation. Mais do que qualquer outra coisa, porém, o Travis aprendeu a ter uma boa noção em meio aos excessos hedonistas típicos do estilo de vida rock´n´roll.
"Éramos vítimas do sucesso. Quando as gravadoras encontram uma novidade que dá dinheiro, elas tendem a continuar gastando, gastando até a banda se esgotar", contou Healy à Reuters Television no programa de indicações da MTV na segunda-feira. "Estávamos quase invisíveis e já estávamos pensando em outras opções de carreira", ele contou. "Então aconteceu aquilo com Primrose." O baterista, sentado a seu lado, estava em clima reflexivo. "Tudo mudou para nós. Foi uma experiência catalisadora, mas de uma maneira boa. Ela nos impeliu para outro nível", explicou. A banda se retirou para um estúdio isolado para gravar o álbum 12 Memories. "Compreendemos porque estávamos juntos havia 13 anos", contou Primrose.
Healy admite que eles não estavam preparados para a fama que lhes valeu sucessos líderes das paradas em todo o mundo: "Sendo escoceses, somos naturalmente hesitantes em relação a essa coisa de ser popstars. Faz parte de nosso DNA não ficar ostentando."
Escrito por Veridiana às 21h05
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Escrito por Veridiana às 16h21
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Minhas primeiras influências musicais foram o dance, lá com os meus dez anos, quando ainda brincava de boneca.Foi nessa época que ganhei meu primeiro rádio, e fiz a escolha de meu perfil.
Durante muito tempo foi o que ouvi, e ainda hoje me considero uma fervorosa ´´dancer``, especialmente por ser apegada a bandas que deixaram de existir há muito.
No entanto, creio que conforme vamos crescendo e amadurecendo, novas opções nos parecem mais sensatas.Eu que pensava que rock era um estilo de que nunca seria capaz de ouvir, em determinado momento não vi outra escolha: quando ouvi o Travis.
Como nem sempre tudo que é bom está acessível, foi meio que sem querer que tomei conhecimento de bandas alternativas que conquistaram esta garota que vos escreve.Desde então meus conceitos mudaram.
Vejo muito além de batidas, vejo melodias e vejo pensamentos.Muito devo ao Travis, por ter me introduzido nesse universo de sensibilidade inteligente que é o rock alternativo.
Escrito por Veridiana às 15h53
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