por Lafaiete Jr.
Chega ao mercado, no dia 7 de maio, o quinto disco de estúdio dos escoceses do Travis: “The Boy With No Name”. O sucessor de “12 Memories” (2003) chega com a velha fórmula com a qual o quarteto - Fran Healy (vocais), Neil Primrose (bateria), Andy Dunlop (guitarra) e Dougie Payne (baixo) - conquistou boa parte de seus fãs. Aquela fórmula básica do britpop: canções mais acústicas unidas a letras que falam de amor, melancolia e por ai afora com melodias suaves que ficam na sua cabeça. Além da influência clara e ‘na cara’ de bandas dos anos 60.
Canções com apelo pra lá de pop, já característico do trabalho do Travis, marcam presença neste álbum. Violões que ‘roubam’ o lugar das guitarras de base é a característica mais perceptível em meio à sonoridade ‘Londres’ de “The Boy With No Name”. Tente escutar esse disco e não lembrar daquela cidade do Velho Continente. É praticamente impossível. É o mesmo que escutar Oasis e não lembrar dos Fab Four, outra influência clara dos escoceses (e de 11 em cada 10 bandas do britpop).
“The Boy With No Name” é um disco no mesmo patamar que os discos anteriores do Travis. Talvez um degrau abaixo de “The Invisible Band” (2001), já que não traz hits instantâneos; e um degrau acima de “12 Memories” (2003), por ser mais acessível que estas ‘memórias’. “The Boy With No Name” não é um disco que vai mudar sua vida, mas também não é um disco que você não goste de escutar. Ele é disco agradável, calmo, singelo, sem grandes pretensões. Destaque para a introspectiva e melancólica “3 Times And You Lose”, para a ótima e dançante “Selfish Jean”, que é capaz de segurar a onda e levantar qualquer baladinha. Além do primeiro single, “Closer”, que, só por curiosidade, tem um refrão com grandes chances de grudar na sua cabeça. A belíssima “Battleships” pode ser muito bem aproveitada enquanto futuro single. Devido a seu forte apelo radiofônico. A introdução de “Eyes Wide Open” quase faz pensar que se está escutando a canção “Side”, de “The Invisible Band”. O engano só termina por causa da melodia, bem diferente, e por ser uma canção um tanto quanto menos acessível que “Side”. Cancões como “One Night”, “Colder", outra candidata a futuro single e “New Amsterdam”, com um violão meio Neil Young, garatem o bom andamento do restante do álbum.
“The Boy With No Name” é um disco que garante uma boa audição. Garante o nome que o Travis tem perante seu público. Melodias suaves, um ou outro refrão que gruda na cabeça, melancolia... Enfim, ‘musiquinhas’ agradáveis. Se essa é a intenção dos escoceses com a tal ‘fórmula’ que eles seguem ao decorrer de sua carreira, eles conseguem fazer o dever de casa. Mas, agora, só resta mostrar pra ‘tia’, ou seja, os fãs, e ver o que acontece.