Travis - The Boy With no Name
Com 10 anos de carreira e cinco álbuns lançados, o Travis é a típica banda que você ama ou odeia assim que ouve os primeiros acordes de suas músicas. O mais engraçado é que é capaz que você goste de alguma outra banda, como o Coldplay ou o Keane, que foram muito influenciados pelo quarteto de Glasgow. Muita gente acha o trabalho do Travis chato, sem vida, insosso, um verdadeiro tédio. Tudo bem, cada um tem um gosto musical diferente, mas não dá para entender o ´ódio´, principalmente por parte de uma grande parcela da crítica musical, em relação a banda.
Assim como o Oasis, o Travis conseguiu, principalmente com seus três primeiros álbuns - dois lançados no final da década passada e o terceiro em 2001 - conquistar um bom número de fãs com canções como Sing, All I Want to Do Is Rock e Turn . Três ótimos discos, mas que não foram o suficiente para que o grupo se tornasse respeitado, aí lançam o fraco 12 Memories, um prato cheio para a crítica que decretou a morte da banda. Mas como não é a crítica que mata ou mantém algum artista vivo, o Travis volta com The Boy With no Name, que se não é o melhor disco da carreira, pelo menos consegue provar que os escoceses ainda têm um bom caminho a cumprir antes de pensarem em aposentadoria.
Com seu rock regado a Kinks, Beatles e Birds, mas com um pé em Manic Street Preachers e Stone Roses, o Travis, neste novo disco, mantém o clima e o espírito dos trabalhos anteriores: pop com toques melancólicos, mas com um pé no romantismo, que não estava tão em moda assim lá pelos lados do Reino Unido. Esse espírito romântico é muito presente em The Boy With no Name, assim como a bela voz de Fran Healy, os arranjos bem construídos e levemente depressivos em boas canções como a belíssima 3 Times and You Lose, balada quase acústica, dando destaque a voz de Healy; a dançante Selfish Jean, com um pé nos trabalhos mais pop de David Bowie; o primeiro single Closer, perfeita para quem já havia esquecido da banda. Mas é Battleships a mais forte candidata a virar hit deste álbum, com seu arranjo perfeito, belos falsetes de Healy e a certeza de que o Travis não está dando a mínima para o que falam deles.
Semelhante aos seus antecessores, The Boy With no Name esconde uma simplicidade e quase perfeição que dificilmente você terá captado em uma única audição. Não é um disco que fará sucesso nas rádios, dificilmente estará nas listas de melhores do ano e muito menos levará milhares de pessoas aos shows da banda, mas é um álbum inspirado, mesmo que não cause nenhuma revolução no rock mundial. Feito apenas para a banda e seus fãs, como um presente àqueles que não caíram no conto do crítico e resolveram dar uma chance a estes caras de Glasgow.
Em tempo, o nome do álbum foi inspirado no nascimento do filho de Fran Healy, como ele e sua esposa não tinham idéia do nome a dar à criança, enviaram uma foto com o título ´the boy with no name´ para um amigo. A canção My Eyes também foi baseada nesta experiência.

Álbum: Travis - The Boy With no Name Selo: SonyBMG Ano: 2007
Por Valdir Antonelli
Publicado em: http://www.dropmusic.com.br/display.asp?menuid=caddiscos&pesqchar=T&idbanda=287&nome=Discos
Escrito por Veridiana às 11h54
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The Boy With No Name
Por Lizandra Pronin
Os escoceses do Travis chegam ao 5º álbum. É lugar comum descrever bandas desse tipo dizendo que são apenas garotos que resolveram se expressar através da música. Imaginar essa situação cria aquela cara de simplicidade e proporciona uma nostalgia não-sei-de-quê que acaba por convencer o ouvinte de que o som é legal.
Mas é exatamente isso que Fran Healy (vocalista), Andy Dunlop (guitarrista), Neil Primrose (baterista) e Dougie Payne (baixista) são: apenas jovens com boas idéias para boas músicas. Numa primeira audição, “The Boy With No Name” pode soar comum demais. Aos poucos, o ouvinte - se não for do tipo radical, é claro - descobrirá algum mérito no álbum.
O Brit pop que influenciou dezenas de bandas nos últimos anos é a principal marca do Travis. Misture um pouco de Pop Rock, canções de melodias bonitas, suaves e um tanto melancólicas, letras sinceras e, às vezes, inocentes, e o resultado é “The Boy With No Name”.
Fran Healy, em recentes entrevistas, falou sobre a origem do nome do álbum: ele e sua esposa não sabiam que nome dar o filho recém nascido e encaminharam uma foto do bebê a um amigo. O título da foto era “The Boy With No Name”. A experiência de paternidade de Healy serviu de inspiração não apenas para nomear o álbum, mas também para a composição das canções. “My Eyes” é uma dessas inspirações.
“The Boy With No Name” é um álbum eclético para os padrões da banda, mas que não foge do esperado. “Closer”, “Eyes Wide Open” e a faixa que abre o álbum, a balada “3 Times and you Lose”, são os destaques.
Publicado em: http://territorio.terra.com.br/canais/rockonline/lancamentos/materia.asp?materiaID=1828
Escrito por Veridiana às 11h42
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Vocalista passa mal e Travis cancela turnê japonesa
O Travis teve que cancelar os seis shows que faria no Japão a partir desta terça-feira (20.04), em virtude de uma infecção contraída pelo vocalista Fran Healy. A turnê estava programada para passar por Tóquio, Nagoya, Kawasaki, Hiroshima e Osaka. “Fran foi internado em um hospital sofrendo de uma infecção viral”, diz mensagem postada no site da banda escocesa, www.travisonline.com.
“Após vários dias de exames, os médicos aconselharam Fran que não é saudável viajar para o Japão e que ele precisa de tempo para se recuperar e fazer tratamento. O Travis gostaria de pedir sinceras desculpas a todos seus fãs por qualquer inconveniente que isso possa ter causado.”
A mensagem não especifica que tipo de infecção atingiu Healy e nem esclarece se as datas japonesas serão remarcadas.
Fran Healy e Paul McCartney
Publicado em: http://mtv.uol.com.br/drops/drops.php?id=4827
Escrito por Veridiana às 10h09
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