The boy with no Name
No último mês a terrinha da rainha teve as honras de receber mais um disco do Travis, o The Boy with No Name. O título, apesar de ter um quê de Smiths, se apresenta mediano demais se comparado aos outros dois títulos, The Man Who (1999) e The Invisible Band (2001). Passando longe dos popões “Sing”, “Pipe Dreams” e mesmo “Side” que cansou os ouvidos do público de tanto tocar nas rádios. O novo Cd é o primeiro trabalho da banda depois de quatro anos e não dá sinais de renovação ou diversificação nas influências ao se render à formulas fáceis para cair no gosto do público. O maior exemplo disso é o clipe bonitinho de “Closer”, primeira música de trabalho, que se passa dentro de um supermercado colorido chefiado pelo ator superpop Ben Stiller. O hit, “Selfish Jean”, também conta com um vídeo gracioso e pronto para chegar aos primeiros lugares das paradas pop mundo afora.
O grande problema do álbum é que nele é tudo “inho”: bonitinho, fofinho, jeitosinho. As músicas poderiam ser classificadas como um tanto preguiçosas e ficam dentro da fórmula fácil do sucesso certo – quase todas são baladas candidatas a hit já que são bem pegajosas. As batidas leves e os refrões simplórios grudam na cabeça e não saem nunca mais, nem com promessa. “Closer”, “Selfish Jean” e “My Eyes” são faixas legais, mas grudentas demais. Outras são até mais elaboradas e tentam fugir do pop-enjoadinho, como a primeira do álbum, “3 Times And You Lose”.
O estilo musical do Travis parece ser uma aposta na mesmice sendo uma espécie de menos do mesmo. Não há riscos, novidades ou surpresas, e sim grandes expectativas frustradas. É o retrato de uma banda estagnada em si mesma, o que vai contra todas as novidades fantásticas que surgiram no Reino Unido nos últimos tempos – como o Franz Ferdinand, que também vem de Glasgow, terra natal da banda de Francis Healy. Dessa vez, o Travis fica devendo. [Mariana Mandelli]
NOTA: 5,0
Publicado em: http://www.revistaogrito.com/page/22/06/2007/travis-the-boy-with-no-name/

Vão de mal a pior as críticas deste último álbum...mas não é por ser fã que não vou assumir a verdade que está na minha cara: Travis já foi MUITO melhor...E pensar que já foi a banda que muitos críticos disseram que iria substituir o Radiohead! Este disco está a léguas de distância de Good Feeling e The man who e isso é no mínimo triste.
Escrito por Veridiana às 10h12
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